No Brasil, a arquitetura Colonial é a arquitetura realizada no ano de 1500 até aproximadamente o ano de 1830.Tem como característica as residências construídas sobre o alinhamento das vias públicas e sobre os limites laterais dos terrenos. As vias eram traçadas conforme as casas.Não havia meio-termo, as casas eram urbanas ou rurais. Não eram construídas casas urbanas com determinado recuo e com jardim.As casas eram construídas de forma uniforme, em certos casos, esta repetição eram de posturas municipais.
Imagem 03:Parati – RJ – Vista Geral
Fonte: Uma visão da arquitetura colonial no Brasil, p. 162.
As técnicas construtivas eram primitivas, nas casas mais simples as paredes eram de pau-a-pique, adobe ou taipa de pilão. Nas casas mais importantes era utilizado materiais como a pedra e o barro, tijolos ou pedra e cal. As coberturas eram em telhados de duas águas, com telhas cerâmicas, onde a água da chuva era escoada para a rua e para os fundos do terreno, ou com o aparecimento de águas furtadas ou camarinhas, porém eram colocados de forma a evitar a necessidade de calhas ou rufos.
Os principais tipos de habitação eram o sobrado, este de dois pavimentos onde seu uso poderia ser residencial, comercial ou misto,com piso de assoalho e a casa térrea chão batido. Os pavimentos térreos dos sobrados, eram ocupados por lojas, ou para acomodação dos escravos e animais.
Outra tipologia deste período eram as chácaras, que ficavam distantes da cidade, e com fácil abastecimento de água, devido rios e nascentes, a cobertura era com quatro águas, existia um alpendre, e eram de dois pavimentos e as quatro fachadas eram recuadas, devido o tamanho do terreno.
Imagem 17: Búzios- Casa de fazenda de frente para o mar.
Fonte:Uma visão da arquitetura colonial no Brasil, p. 164.
O urbanismo foi caracterizado pela adaptação do traçado das ruas, largos e muralhas, a topografia acidentada do terreno e principalmente a posição de edifícios importantes em pontos estratégicos, como podemos citar conventos e igrejas.
Imagem 20: Convento de São Francisco, Olinda.
Fonte:Uma visão da arquitetura colonial no Brasil, p. 52.
Imagem 22: Matriz de Santo Antonio, projeto e esculturas de Aleijadinho – Tiradentes.
Fonte:Uma visão da arquitetura colonial no Brasil, p. 115.
Imagem 23: Igreja de Nossa Senhora do Rosário – Alcântara.
Fonte:Uma visão da arquitetura colonial no Brasil, p. 25.
Imagem 24: Vestígios de azulejos remanescentes no átrio da Igreja de Santo Antonio – Iguape.
Fonte:Uma visão da arquitetura colonial no Brasil, p. 90.
Outro fator do urbanismo colonial era a criação de praças junto a edifícios religiosos, como é o caso do Colégio dos Jesuítas no século XVI.
Uma outra característica era a inexistência de passeio público, as ruas eram recobertas com pedras do local. A topografia era vencida com escadas.
O primeiro sistema de captação da água foram os chafarizes, e os aquedutos.
Uma outra característica era a inexistência de passeio público, as ruas eram recobertas com pedras do local. A topografia era vencida com escadas.
O primeiro sistema de captação da água foram os chafarizes, e os aquedutos.
Imagem 25: Antigo aqueduto, Arcos da Carioca Rio de Janeiro.
Fonte: Uma visão da arquitetura colonial no Brasil, p. 165.
Imagem 26: Chafariz de São José – Tiradentes.
Fonte: Uma visão da arquitetura colonial no Brasil, p. 132.
Detalhe esquadrias:

Imagem 27/28: Janelas, caixilharias, postigos, muxarabis.
Fonte: Uma visão da arquitetura colonial no Brasil, p. 128/129.
Imagem 27/28: Janelas, caixilharias, postigos, muxarabis.
Fonte: Uma visão da arquitetura colonial no Brasil, p. 128/129.
Imagem 29: Janela da casa térrea colonial, no lado externo a janela guilhotina; no lado interno a janela escura de madeira.
Fonte: Construções Antigas em Santa Catarina. p.137.
Imagem 30: Porta-janela da casa colonial, no lado externo a porta-janela, no lado interno a porta escura de madeira.
Fonte: Construções Antigas em Santa Catarina. p.138.
REFÊRENCIAS:
BROSS, Hans. Construções Antigas em Santa Catarina. Florianópolis: ed da UFSC, 2002.
HUE, Jorge. Uma visão da arquitetura colonial no Brasil. Rio de Janeiro: ed Agir, 1999.
Fonte: http://arquibrasil.wordpress.com/arquitetura-colonial/